Esquire Theme by Matthew Buchanan
Social icons by Tim van Damme

18

Apr

[Flash 10 is required to watch video]

Show do Bazar Pamplona na Livraria da Vila na Paulista, no dia 14 de abril. A música é “As nuvens não têm playground”, do álbum novo :)

11

Apr

05

Mar

2011

A fatídica questão me perturbava com frequência: “E agora?” Janeiro e fevereiro foram permeados pela sensação de ócio, inquietude, e porque não, puro vagabundismo mesmo. “E agora?” Já havia terminado o colegial e agora estava sem fazer nada. Arrumei meu quarto. Agora não havia mais nada pra fazer mesmo. Interrompendo aquele desespero silencioso, eis que sai o resultado do Enem. E com o resultado, uma agradável surpresa…

Foto por Roberta Figueiredo

Estava eu aprovado na Anhembi Morumbi e iria continuar estudando, cursando fotografia, estando perto das artes e da minha paixão-mor: as imagens, a estética, emoção e histórias empregnadas nestas. Que maravilha! E que contraste em relação à escola. Não pelas pessoas em si, mas pelo próprio motivo de você estudar algo que realmente seja a sua paixão. Nenhuma matéria é chata, nenhum trabalho é maçante. Existem trabalhos maçantes sim, mas mesmo assim são prazerosos de se fazer. Estava eu ocupado novamente com projetos, brainstorms, trabalhos, ideias. Voltei a enxergar tudo dentro de um frame, imaginando uma foto em cada coisa do cotidiano, um retrato em cada transeúnte, uma paisagem em cada janela.

Essa foi a parte boa do contraste. A parte ruim foi me ver sozinho, numa sala cheia de panelinhas, sem conseguir adentrar em nenhuma. E por incrível que eu pareça ser um cara reservado, alguém que gosta de ficar sozinho - pra mim não há tortura maior que a solidão. As pessoas que eu acreditei serem bacanas me frustraram terrívelmente, e as que eu subestimei hoje são meus colegas, sempre disponíveis pra um trabalho. Pra um trabalho e só. Sem cinema, sem programas, sem nada. Não sei se fui eu que não conquistei ninguém, ou se sou eu que estou frio. Não sei. Coisa difícil pra quem se acostumou com o mundo girando ao redor de seu umbigo.

Outro contraste foram as férias. Assim que começaram, vi fotos de um que foi pra Nova York, outro foi pra Paris, outro foi pra Argentina… Não me aguentei e fui pra Porto Alegre! E passei no Uruguai, pra não dizer que não saí do Brasil também. Voltei de lá com muitas fotos, muitas histórias pra contar, e com saudades de uns certos lábios em especial, das minhas mãos naquelas curvas, da respiração ofegante exprimindo uma atração inegável. Não sei se deixo esse parágrafo aqui.

Foto por Maressa Andrioli

Voltei do Sul empregado, trabalhei algum tempo numa agência de publicidade. Lá eu aprendi a desenhar paths no Photoshop com maestria, a refilar, a engolir sapo e lá descobri a que níveis de arrogância o ser humano pode chegar. Também não sei se deixo esse parágrafo aqui. Não foi uma das melhores experiências - vendo em retrospecto aprendi muito com meus erros - mas deu pra comprar um Playstation.

Muita coisa aconteceu em 2011. Me apaixonei intensamente, festejei: fiz minha festa de aniversário no Outback e uma festa do karaokê no meu quarto (que continua fazendo as vezes de salão de festa e de cenário de guerra quando meus amigos vão embora), falei russo com um sujeito na Av. Paulista (“Izvinitye, ya ni panimayu tibya…”), fiz alguns trabalhos fotográficos dos quais me orgulhei muito (uma coleção de retratos em Osasco e a propaganda vintage do Rock ‘n’ Roll Ruby), falei inglês com um mendigo estranhamente aculturado na Liberdade… E olha que isso tudo foi só em novembro!

2011 foi um ano que valeu por dois, aprendi como em uma década, passou rápido como uma semana.

29

Jan

Photoshop sobre tela. Feito com a ajuda deste tutorial, da revista Photoshop Creative.

Photoshop sobre tela. Feito com a ajuda deste tutorial, da revista Photoshop Creative.

22

Jan

Passeata contra a violência aos animais na Avenida Paulista, hoje cedo. Fotos por (…quem mais?) Adriano Arruguetti.

07

Dec

28

Nov

Essa foi uma das fotos que eu fiz hoje no Largo de Osasco com a minha colega Noêmia Perrotti. A ideia era retratar o povo de lá, voltar com algumas fotos e com algumas histórias.

Essa foi uma das fotos que eu fiz hoje no Largo de Osasco com a minha colega Noêmia Perrotti. A ideia era retratar o povo de lá, voltar com algumas fotos e com algumas histórias.

A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.
Gérard Castello Lopes

26

Oct

06

Sep

Álbuns que marcaram a minha vida

Não espere grandes divagações. Não entendo bulhufas de música, não entendo a indústria da música, mal sei o que é um acorde. Mas eu sei o que presta! :D Eis aqui uma lista dos sete álbuns que mais marcaram a minha vida, tendo como critérios de seleção motivos bem pessoais.

a-ha - Minor Earth Major Sky

Na hora de escolher qual álbum do a-ha mais me marcou, fiquei bem indeciso entre este e Analogue. Embora Analogue contenha a minha música preferida EVER do a-ha (“Don’t Do Me Any Favours”) e ainda por cima tenha a capa mais linda que eu já vi nesse mundo, não bate o quesito “conjunto da obra” que é o Minor Earth Major Sky.

O álbum que marcou a volta do a-ha depois de 7 anos de porra nenhuma hiato em 2000 me deixou brisando durante horas, dias, meses. As músicas, o estilo (que sempre muda de álbum pra álbum), os clipes, os shows, tudo foi perfeito. As letras não me dizem muito, mas não me importo. Talvez eu esteja muito mais na earth do que no major sky. Minha música preferida desse álbum é “I Wish I Cared”.

Ayumi Hamasaki - Secret

Secret pra mim marcou uma fase de transição. Secret simboliza a minha adolescência e de vários momentos mais felizes da minha vida. Que coisa. Eu era feliz e não sabia!

Esse álbum da Ayumi sintetiza o que eu vejo de melhor nela: É um álbum cheio de contrastes, tem um pouco de cada coisa: De rock (do jeito da Ayumi, claro), de eletrônico, de pop, e até de música erudita. Foi o último álbum da Ayumi que de fato me agradou. Depois disso, a coitada morreu pra mim. Assim como a minha adolescência. C’est la vie! Música preferida: “Not yet”.

Bazar Pamplona - À espera das nuvens carregadas

É indie, é alternativo, é brasileiro e é bom pra caralho. Ouvi trocentas vezes, viciei tanto que só parava de ouvir quando acabava a bateria do meu iPod! Bazar Pamplona é uma mistura de pop, de indie rock e de canções de criança. Sim. Mas não o subestime: Tem letras, rimas e efeitos cacofônicos muito inteligentes.

Quem gosta de verdade de uma coisa, não se contenta em apenas curti-la. Tem que disseminar. E eu disseminei! Meu CD do Bazar Pamplona, que era novinho e intacto, agora está cheio de amassados e arranhões. Em compensação, fiz várias pessoas conhecerem esse álbum que eu gosto tanto. Objetos desgastados são os que têm histórias pra contar. Música preferida: “O curta-metragem de suspense”. As lembranças do ensino médio são inevitáveis.

Goldfrapp - Head First

Escutando Goldfrapp eu me sinto naqueles filmes de ficção científica com androides, naves e tal, só que num futuro datado e tendencioso, igual áqueles dos filmes futuristas dos anos 80. Head First tem música eletrônica futurista e retrô ao mesmo tempo. Não sei se foi essa a intenção da Alissn Goldfrapp, mas se foi; ela a conquistou com excelência! Música preferida: “Believer”. Destaque para “Voicething”, com sussurros, gemidos, engasgos, totalmente anti-música.

Björk - Volta

Anti-música mesmo é a Björk, que consegue ser “anti-música” num álbum inteiro. Deixe eu me explicar: Todos os músicos quando se formam numa escola de música aprendem sobre acordes, tempo, ritmo… E a Björk não foi apresentada a nenhuma dessas regras. Indo contra á todas as regras que ditam uma música de sucesso, ela vai do sussurro ao grito na mesma estrofe, foge do usual nas letras, ela experimenta, ela desconstroi a música. As músicas dela são extremamente minimalistas, conceituais e originais. Os clipes então, nem se fala!

Eu nunca vi um álbum com uma ideologia tão foda. Volta é uma ode a humanidade. Eu vejo tudo sobre a existência humana. O álbum abre com “Earth Intruders” e o som das tribos - uma barulheira infernal quebrando o silêncio assim como os humanos tomaram de assalto a tranquilidade do planeta - passando por “Pneumonia”, onde eu tenho a sensação CLARA de perder a respiração, “Innocence” falando sobre instintos, “Declare Independence” proclamando revolta e a quebra de todos os paradigmas (a Björk foi proibida de tocar essa música na China e em alguns outros lugares temendo revolta) e “Dull Flame of Desire”, que pra mim é a leitura mais bonita do sexo já feita em qualquer meio de expressão artístico, seja ele música, poesia…

Acho que a Björk é que nem a bíblia: Você faz a sua própria interpretação dela. Ou você enxerga tudo isso que eu vi, ou é só mais uma mulher cantando desafinado por aí.

Kraftwerk - Autobahn

Essa minha lista não estaria completa sem um digno álbum de música eletrônica, e não seria eu se não incluísse Autobahn, de 1974. Ahn? Música eletrônica? 1974?! É isso mesmo. Se você vive ouvindo um Daft Punk, um Benny Bennasi, um Depeche Mode que seja e não sabe quem foram os pais da música eletrônica, tome vergonha nesta face. E tenho dito!

Um dos meus sonhos é comprar um Fusca e cair na estrada ao som de Kraftwerk.